Lá por meados de 2012, li “Divergente”, de Veronica Roth. O livro, que se tornaria um fenômeno mundial, dividia a sociedade em facções onde cada pessoa tinha seu papel previamente definido. Qualquer desvio era visto com suspeita.

Foi ali que aprendi uma nova palavra em inglês: Dauntless. Traduzida como Audácia, descrevia alguém destemido, capaz de agir apesar do medo. E foi a primeira vez que me enxerguei dentro do conceito de um livro.

Perdi as contas de quantas vezes ouvi que eu era corajosa, quando na verdade eu estava apenas recalculando rotas, morrendo de medo de que a ruína estivesse à minha espera do outro lado do caminho. Ainda assim, algo dentro de mim sempre me empurrava para frente, apesar do medo.

Dauntless virou tatuagem na costela e mantra na pele, para que eu jamais esquecesse de continuar.

Por isso, quando o destino sussurrou que havia uma nova jornada à minha espera, eu não questionei. Fui com medo mesmo. E, assim, me descobri escritora, enfrentando o pavor do julgamento para lançar meu primeiro livro ao mundo.

Essa nova trilha me transformou mais uma vez. E, como tantas outras vezes, precisei recalcular rotas, abandonar zonas de conforto e abrir espaço para essa versão renovada de mim.

Com essa nova Juliana, nasce um novo capítulo e, com ele, uma nova Letturale.

Uma Letturale que reflete maturidade, profundidade e autenticidade. Uma Letturale que acolhe cada faceta de uma Juliana que não cabe em uma única definição. Uma Juliana que abraça todas as suas partes e finalmente se permite ser inteira.

E eu espero que você, que me lê agora, possa gostar dessa nova versão e abraçá-la mais uma vez.

Beijos,

Ju